A Copa América inicia oficialmente hoje , às 21h45, no Estádio Único Ciudad de La Plata. Porém, é inevitável controlar os pensamentos e comentários sobre uma possível final entre Argentina e Brasil, no lendário Estádio Monumental de Nuñez, na capital Buenos Aires. Um dos maiores clássicos de seleções do mundo mexe com os brios dos jogadores, Imprensa e torcedores.
Seja nas bancas de jornal, conversando na rua com os fanáticos pelo futebol ou na convivência diária com os atletas da seleção hermana, a certeza é que o dia 24 de julho será o mais aguardado dos últimos anos no mundo da bola. “Faz tempo que não temos um super clássico tão importante quanto esse, caso aconteça”, lembra o apaixonado pelo Boca Juniors e gerente de um restaurante de Recoleta, Martín Sanchez.
Os principais jornais publicaram durante toda a semana cadernos especiais sobre a competição. As rádios e emissoras de televisão também trataram do assunto com destaque. Os tracionais “periódicos” “Clárin”, “La Nación” e “Olé” trazem Messi como grande destaque e esperança de acabar com o jejum de títulos que dura desde 1993, quando os hermanos foram campeões da Copa América.
Pressão total para os anfitriões, que somam uma seca de conquistas e têm no elenco o atual melhor jogador de futebol do mundo. “A primeira seleção que vem na mente de qualquer um quando se fala de favoritismo é a Argentina. Eles jogam em casa e Messi vive uma fase excepcional”, garante Alexandre Pato, atacante do Brasil.
Porém, o novo camisa 9 da Seleção Brasileira acredita que os canarinhos podem evoluir durante a competição e chegar forte na reta final. “Temos um grupo jovem e todos querem mostrar trabalho e sair daqui com o título. Mas é bom manter o foco, vale lembrar que todos querem ganhar do Brasil e da Argentina”, afirma Pato.
E nesse clima de rivalidade também existem os “espiões”. Repórteres do mundo todo, principalmente da Argentina, acompanham diariamente a Seleção Brasileira. Entre os mais comentados estão Neymar e Paulo Henrique Ganso. Esses jogadores, inclusive, atraíram a presença de jornalistas da Espanha e da Itália, possíveis destinos dos jovens craques do Santos.
Para aumentar ainda mais a disputa, na história da competição de seleções mais antiga do planeta, o Brasil nunca foi campeão contra o hermanos quando os mesmos foram os anfitriões. No total, cinco decisões (1921, 1925, 1937, 1946 e 1959). Como “consolo”, a equipe pentacampeã mundial busca o tricampeonato consecutivo em cima dos maiores rivais, já que venceu a últimas duas edições (2004 e 2007). Paixões e números que deixam, cada vez mais, o clássico com a rivalidade à flor da pele.
Por Victor Bastos