quinta-feira, 28 de julho de 2011

Incêndios no lixão de Ouricuri causam doenças respiratórias na população local

Um foco de incêndio iniciado no último domingo (24) no lixão do Sítio Capim Grosso, Zona Rural do município de Ouricuri, está causando mau estar e até mesmo sérias doenças respiratórias na população local. Uma criança de 9 anos chegou a ser hospitalizada com pneumonia, pois toda a fumaça tóxica é levada pelo vento para as residências.
Segundo Cícero Pereira Costa, residente na comunidade há 9 anos, não é a primeira vez que o lixo é incinerado, porém não se sabe ainda quem põe o fogo. “Já apelamos para Prefeitura, fizemos abaixo assinado e nada é resolvido. O pessoal que trabalha no lixão diz que são os cacimbeiros quem queimam. Mas esse lixo precisa mesmo é ser enterrado”, alegou.
Mãe de família, Josenilde Medeiros Santana estava rouca durante a reportagem feita pela rádio Voluntários da Pátria AM. “Todo mundo adoeceu, inclusive as crianças”. Até mesmo quem vive da coleta de lixo no local não sabe dizer quem dá início aos incêndios na área. “A gente acha que é um pessoal que faz isso para catar ferro. É perigoso, muitas vezes quase pegou fogo nos barracos. Mesmo assim, nunca vi assistente social ou gente da vigilância sanitária por aqui”, disse Maria Lúcia, que trabalha no local há 15 anos e pede providências urgentes. 

Questão social

lixaoouricuri_10Mas não é só devido aos incêndios que o local necessita de atenção das autoridades do município. Durante seu relato à reportagem da rádio Voluntários da Pátria AM, Luiz da Silva contou sem ao menos perceber a gravidade da situação que lá, é jogado lixo industrial e até mesmo hospitalar. 

Morador da localidade desde os 12 anos, Luiz da Silva desconhece outra realidade profissional. Toda sua família depende da coleta do lixo daquele local. Ele contou que vende o quilo de sacolas plásticas a R$ 0,37, o de garrafas PET a R$ 0,30 e alumínio a R$ 1,50. O apurado na quinzena fica por R$ 800, em média.(informações do site da radio grande rio fm)

Tragédias e perguntas

Artigo de opinião




Nesta semana deparei-me com diversos acontecimentos trágicos divulgados pela mídia, tanto televisiva como escrita e fiquei a meditar o quanto é difícil conviver com tantas tragédias diárias. Também veio a tona uma pergunta que até o presente momento não me sinto auto-suficiente para responder. A pergunta é a seguinte: Qual a dor maior, a da perda de um ente querido ou várias desgraças acontecendo minuto a minuto? Claro que a princípio vem em nossas mentes que a dor da perda de um parente próximo não se compara a dor vivenciada por outrem. Mas, o mais intrigante é exatamente a forma pela qual a mídia aborda esses fatos, pois fazem tanto sensacionalismo que nos envolvem como se fôssemos o próprio envolvido das tragédias.



Também não adianta tentar fugir destes acontecimentos se a cada esquina assistimos fatos desoladores que nos trazem várias outras recordações ruins. Onde na realidade devemos nos resguardar destes fatos horripilantes? Quando na verdade estaremos isentos de acontecimentos fatais que nos abalam emocionalmente? Será que existe solução para estes inescrupulosos e inconsequentes da violência? Será que o ministério público poderá nos poupar de alguns incômodos desta natureza? Positivamente falando, qual das respostas acima soaria melhor em nossos ouvidos? Eis a questão.



Durval Buarque - buarque@oi.com.br

Polícia Civil prende em Ouricuri defensor público aposentado com arma de uso restrito

Policiais civis, com o apoio de policiais militares da Companhia Independente de Operações de Sobrevivência na Caatinga (Ciosac), prenderam ontem (27), no centro da cidade de Ouricuri (PE), sertão do estado, o defensor público aposentado Edilton de Luna, de 74 anos, e José Pereira da Silva, conhecido por ‘Nicácio’, de 34. Com eles foram apreendidas quatro armas de fogo, sendo uma delas uma pistola calibre 9 mílimetros, de uso exclusivo da Polícia Federal e das Forças Armadas.




Os policiais chegaram aos suspeitos após denúncias anônimas indicarem que os dois homens estariam negociando armas num restaurante localizado no centro de Ouricuri. Ao chegarem ao local, os investigadores interrogaram Nicácio, que é o dono do estabelecimento. Ele negou estar negociando o armamento, mas admitiu que em sua residência havia quatro armas de fogo que pertenciam a Edilton Luna. O defensor, que também estava no local, confirmou ser o proprietário das armas.



Foram apreendidos um revólver calibre 32, dois revólveres calibre 38 e uma pistola calibre 9mm, além de um carregador com sete munições. Ambos foram autuados em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito na Delegacia de Ouricuri e encaminhados à cadeia pública da cidade.(Com informações e foto da Ascom/Gerência de Polícia do Sertão II)



Publicado por Carlos Britto